Cirurgia Colorretal


Cirurgia Colorretal Minimamente Invasiva

O desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas é um dos mais importantes avanços da cirurgia colorretal. O tempo de recuperação é mais curto, permitindo o retorno precoce às atividades habituais.


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Colectomia Laparoscópica
O QUE É COLECTOMIA

O  cólon (intestino grosso) é a última parte do seu sistema digestivo. Esta parte do intestino tem como principal função absorver água e armazenar as fezes antes destas serem eliminadas. O colon é formado por músculo liso e tem como reversitmento uma camada mucosa formada por milhoes de células e também pela microbiota específica chamada flora intestinal. O colon em um adulto tem de 1,2  1,8 metros. O reto é a última porção do cólon e possui cerca de 15 cm de comprimento. COLECTOMIA é a cirurgia que remove parte do cólon, ou intestino grosso.

 

COLECTOMIA DIREITA
Parte ou todo colon ascendente e ceco são removidos e o cólon é reconectado ao intestino delgado.

 

COLECTOMIA ESQUERDA
Parte ou todo colon descendente é removido. O colon transverso é reconectado ao reto.

 

Sigmoidectomia
Parte ou todo colon sigmoide é removido e o colon descendente é reconectado ao reto.

 

RESSECÇÃO ABDOMINO-PERINEAL DO RETO
Parte ou todo cólon sigmoide e todo o reto e ânus são removidos. É feita uma colostomia. A colostomia cria uma abertura do intestino na parede abdominal..

 

EM QUE SITUAÇÕES É PRECISO REALIZAR COLECTOMIA?

Esta cirurgia é feita em doenças que causam sintomas tais como:

  • Câncer
  • Pólipos
  • Sangramento
  • Obstruções
  • Diverticulite recorrente
  • Volvo
  • Prolapso retal

Para a maioria dos pacientes a colectomia vai curar a doença ou reduzir os sintomas.

 

SINTOMAS DE ALARME

Sintomas de doença colorretal incluem: sangramento anal, dor abdominal, mudança do hábito intestinal (diarreia, constipação, mudança do calibre das fezes, etc.), perda de peso, cólicas, vômitos, febre, entre outros. Antes de submeter-se à cirurgia, seu cirurgião realizará exames: laboratoriais, colonoscopia, enema baritado, tomografias, etc) para definir a causa dos seus sintomas. Caso seja definido que você possui uma doença que necessita de cirurgia, a cirurgia laparoscópica colorretal será considerada.

CIRURGIA LAPAROSCÓPICA COLORRETAL

A cirurgia laparoscópica envolve o uso de vários trocarteres (tubos finos) colocados através de 3 a 5 incisões pequenas (0,5 a 1,5 cm). É usado gás dioxido de carbono para inflar o abdome. Uma ótica fina é colocada através dos trocarteres. Esta ótica permite ao cirurgião ver todo região intra-abdominal através de um monitor de TV. Instrumentos especializados são colocados através destes trocarteres para realizar a cirurgia. Para a cirurgia do intestino grosso, uma das incisões pequenas é aumentada para remover o pedaço do intestino que deverá ser retirado. O procedimento é realizado sob anestesia geral.

 

Vantagens da cirurgia laparoscópica

Os resultados são diferentes em cada procedimento e em pacientes diferentes. Algumas vantagens comuns a todos os procedimentos minimamente ivasivos de colon incluem:

  • Menor tempo de internamento hospitalar
  • Menor tempo de recuperação
  • Menos dor devido às menores incisões
  • Retorno mais rápido à dieta normal
  • Retorno mais rápido ao trabalho e às atividades habituais
  • Melhor resutado estético

Muitos pacientes podem se qualificar para o procedimento laparoscópico. Entretanto, algumas condições podem diminuir a eligibilidade do paciente para este procedimento, tais como: cirurgias abdominais prévias, obesidade, variações anatômicas ou doenças cardíacas, pulmonares ou renais avançadas.

O que acontece antes de sua cirurgias?

O cirurgião realizará o exame físico e solicitará outros testes adicionais pré operatórios tais como: raio X, exames laboratoriais, ECG. Caso você esteja tomando medicações tais como aspirina, marcoumar, plavix ou qualquer outra medicação que afine seu sangue, por favor avise seu médico. Você deverá interromper esta medicação antes da cirurgia de acordo com as recomendações do seu médico.

O dia antes da cirurgia

Será necessário o preparo do seu intestino para realizar a limpeza do cólon antes da cirurgia. Seu médico lhe dará instruções uma vez que você seja internado. Você não deverá comer ou beber água, ou mesmo mastigar chicletes ou ingerir balas a partir da noite prévia à cirurgia.

Manhã da cirurgia

Traga todas as suas medicações de uso rotineiro com você dentro das embalagens originais. Você conversará com o anesesista. O médico conversará com você sobre a anestesia geral. A anestesia geral é um sono controlado durante a cirurgia de forma que você não sentirá

O que acontece após a cirurgia?

Após a cirurgia ser realizada, você será transferido para a sala de recuperação (REPAE). Você permanecerá lá durante 1 a 2 horas. Quando estiver pronto, será removido para o quarto.

Sua atividade

Na tarde após a cirurgia ou o mais tardar no dia seguinte, você deverá sair da cama com ajuda e deverá sentar em uma cadeira. No segundo dia você já deverá caminhar com ajuda no corredor. Caminhar diminui o risco de trombose e infecções pulmonares e também acelera sua recuperação.

Nutrição

Você não poderá se alimentar inicialmente. Após a avaliação do cirurgião no 1o. ou 2o. dia após a cirugia, provavelmente será iniciada uma dieta líquida restrita. Sua dieta mudará cada dia, de acordo com sua aceitação e recuperação.

Complicações

Complicações são possíveis durante qualquer procedimento cirúrgico. As seguintes são algumas complicações relacionadas com a cirurgia colorretal: adverse reaction to anesthesia

  • Sangramento dentro do abdome
  • Infecção de feridas
  • Obstrução intestinal devido a tecidos cicatriciais dentro do abdome
  • Vazamento de líquidos de dentro do intestino
  • Pneumonia
  • Coágulos sanguíneos nas pernas e nos pulmões
  • Lesão de outros órgãos

Caso a cirurgia não possa ser completada pela via laparoscópica, o cirurgião realizará a incisão tradicional, maior. As razões para esta mudança seriam: sangramento, alterações anatômicas que não permitam ao cirurgião completar a cirurgia laparoscópica com segurança.

Quando eu saio do hospital?

Você poderá sair do hospital com autorização do médico quando:

  • Estiver se alimentando com dieta regular e líquidos
  • O intestino estiver funcionando (eliminando flatus ou fezes)
  • Urinando efetivamente
  • Sem febre ou qualquer sinal de infecção
  • Estiver caminhando sem restrições distâncias pequenas

A maioria dos pacientes tem alta hospitalar entre o 3o e 7o dias pós a cirurgia.

O que devo esperar após a alta?

Atividade

É comum sentir-se fraco e cansado imediatamente após a alta hospitalar. O corpo precisa de tempo para recuperar-se do estresse que foi a cirurgia.

Caminhada
caminhada é permitida e encorajada após o primeiro dia de cirurgia. Em casa, inicie caminhadas curtas diárias e aumente gradualmente as distâncias caminhadas.

Subir escadas
é permitido subir escadas, porém inicialmente deve ser ajudado por alguem.

Erguer peso
Você pode erguer objetos de até 5 kg após a sua alta hospitalar. Este peso pode ser aumentado gradativamente após 1 mês de cirurgias. Caso erguer peso lhe cause desconforto, deverá parar a atividade. Estas restrições ajudam a prevenir o aparecimento de hérnias no local das incisões..

Banhos
Banhos são permitidos a partir do 1o ou 2o dias após a cirurgia. Lave sobre as incisões delicadamente com água e sabão. Não retire os micropores, tenho o cuidado de secá-los bem após o banho.

Dirigir
Dirigir não é permitido por no mínimo 10 dias após a cirurgia ou até a primeira consulta de acompanhamento pós operatória.  Caso esteja tomando medicações a base de narcóticos (tylex, tramal) você não pode dirigir.

Sexo
Relações sexuais podem ser reiniciadas de acordo com o seu nível de conforto.

Retorno ao trbalho
Pessoas com trabalhos sedentários podem retornar  em 10 a 15 dias. Em trabalhos que exigem atividade física o tempo de retorno deve ser aumentado para 4 a 6 semanas.

Hábito intestinal

Você poderá ter alterações no se hábito intestinal após a cirurgia. Diarréia é comum na primeira semana após a cirurgia. Se o volume da diarréia for muito grande voce deverá entrar em contato com o seu cirurgião. Constipação também deve ser evitada.

Dieta

Há geralmente algumas restrições dietéticas após a cirurgia. Evite alimentos que causam diarréia ou desconforto. Suplementos nutricionais também podem ser prescritos.

Medicações

Seus medicamentos: você deve reiniciar todos os medicamentos que você utilizava previamente à cirurgia..

Para dor
Seu cirurgião lhe dará uma prescrição de Medicamento para dor após a cirurgia. A medida que a dor diminui você pode diminuir a frequencia dos medicamentos para dor.

Para constipação
Remédios para dor podem causar constipação. Seu médico pode recomendar medicamentos a base de fibras naturais (fiber mais, stimulance, planta bem) para prevenir constipação. O seu hábito intestinal pode demorar até duas semanas para retornar ao normal.

Ligue para seu médico imediatamente em caso de:

  • Diarréia volumosa que dura mais do que 3 dias
  • Náuse ou vômito que não melhora com medicação
  • Dor que não melhora com a medicação prescrita
  • Drenagem de secreção purulenta ou hipermeia (vermelhidão) nas incisões
  • Febre acima de 38,5oC

Seguimento

Para identificar complicações o seguimento é essencial após a cirurgia.



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Câncer Colorretal

O câncer colorretal abrange tumores que atingem o cólon (intestino grosso) e o reto. Tanto homens como mulheres são igualmente afetados, sendo uma doença tratável e freqüentemente curável quando localizada no intestino (sem extensão para outros órgãos).

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco são: idade acima de 50 anos; história familiar de câncer de cólon e reto; história pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama; dieta com alto conteúdo de gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo. Também são fatores de risco doenças inflamatórias do cólon como retocolite ulcerativa crônica e Doença de Cronh; algumas condições hereditárias (Polipose Adenomatosa Familiar (FAP)e Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC). Ocupa o segundo lugar na região Sudeste (22 casos por 100 mil habitantes) e a terceira posição nas regiões Sul (18 casos por 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (14 casos por 100 mil habitantes). Na região Norte (4 casos por 100 mil habitantes), esse tipo de tumor ocupa a quarta posição e, na região Nordeste (5 casos por 100 mil habitantes), fica em quinto lugar.
Para esses tipos de câncer, os fatores de risco estão diretamente ligados ao envelhecimento, histórico da doença em parentes próximos, controle do peso e alimentação inadequada.
“Uma alimentação balanceada, com baixo teor calórico, rica em frutas, fibras e legumes, associada a hábitos saudáveis como a prática de atividade física, por exemplo, pode reduzir 37% desse tipo de tumor”, diz o nutricionista do INCA, Fábio Gomes. O especialista completa dizendo que a ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas também pode ser um fator de risco para esse tipo de tumor.

Prevenção

Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, folato e pobre em gorduras animais é considerada uma medida preventiva. A ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcóolicas deve ser evitada. Como prevenção é indicada uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos.

Detecção Precoce

O câncer colo-retal quando detectado em seu estágio inicial possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Indivíduos com exame positivo devem realizar colonoscopia.

Para indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto , portadores de doença inflamatória do cólon (retocolite ulcerativa e Doença de Chrohn) e de algumas condições hereditárias (FAP e HNPCC) devem procurar orientação médica.

Sintomas

Indivíduos acima de 50 anos com anemia de origem indeterminada e que apresentam a suspeita de perda crônica de sangue no hemograma, devem realizar endoscopia gastrointestinal superior e inferior. Outros sintomas que podem ocorrer são dor abdominal, massa abdominal, melena, constipação, diarréia, náuseas, vômitos, fraqueza e tenesmo.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é feito através de biópsia endoscópica com estudo histopatológico.

Tratamento

A cirurgia é o seu tratamento primário, retirando a parte do intestino afetada e os linfonodos próximos a esta região. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da utilização dos grampeadores, evitando assim as colostomias.

Após o tratamento cirúrgico, a radioterapia associada ou não à quimioterapia é utilizada para diminuir a possibilidade da volta do tumor (recidiva). Quando a doença está disseminada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura diminuem.

Estimativa 2012 : incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de

Câncer José Alencar Gomes da Silva, Coordenação Geral de Ações Estratégicas,

Coordenação de Prevenção e Vigilância. – Rio de Janeiro : Inca, 2011. 118 p


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Doença Diverticular

A presença de divertículos no intestino grosso é uma condição comum que afeta cerca de 50% dos indivíduos com mais de 60 anos e a grande maioria dos indivíduos após os 80 anos. Apenas uma pequena porcentagem dos indivíduos com divertículos desenvolvem sintomas, e uma proporção menor ainda necessitará de cirurgia.

 

O que é diverticulose? E Diverticulite?

 

Diverticulos são bolsas que se desenvolvem na parede do intestino, geralmente o cólon esquerdo e o cólon sigmoide, mas podem envolver todo o cólon. Diverticulose descreve a presença destas bolsas. Diverticulite descreve a inflamação ou complicação destas bolsas.

 

Quais são os sintomas da doença diverticular?

 

Doença diverticular não-complicada geralmente cursa com sintomas inespecíficos tais como distensão abdominal, constipação alternada com diarreia, flatulência excessiva. Entretanto em algumas situações pode cursar com sangramento ou diverticulite. A doença diverticular é uma causa importante de sangramento colônico significativo.

 

Diverticulite é a infecção de um ou mais divertículos e pode causar um ou mais dos seguintes sintomas: dor abdominal (principalmente em quadrante inferior esquerdo), calafrios, febre e alteração do hábito intestinal. Sintomas mais intensos estão associados com complicações sérias tais como perfuração, abscesso ou fístula (conexão anormal entre o intestino e outros órgãos ou a pele).

 

 O que causa a doença diverticular? 

 

A causa da diverticulose não é precisamente conhecida, mas é mais comum em indivíduos que possuem uma dieta pobre em fibras. A dieta pobre em fibras ao longo dos anos provavelmenteIt ocasiona o aumento da pressão dentro do intestino grosso e resulta na formação dos divertículos.

 

Como é tratada a doença diverticular? 

 

Aumentar o consumo de fibras na dieta (grãos, legumes, vegetais, frutas) – e restringir certos alimentos que podem diminuir a pressão dentro do intestino pode diminuir o risco de complicações relacionadas a doença diverticular.

 

Já a diverticulite exige um tratamento diferente. Casos leves podem ser manejados com antibióticos via oral e restrição dietética. Casos mais graves exigem hospitalização com antibióticos intravenosos e restrições dietéticas.

 

Quando a cirurgia é necessária? 

 

A cirurgia é reservada para pacientes com episódios recorrentes de diverticulite, complicações ou ataques graves, ou quando não há resposta às medicações. A cirurga também pode ser indicada em indivíduos com um único episódio de diverticulite grave ou com sangramento importante.

 

O tratamento cirúrgico da diverticulite consiste na remoção do intestino doente, mas comumente o colon sigmoide ou cólon esquerdo. Frequentemente o colon é reconectado ou anastomosado novamente ao reto. A função normal do intestino ocorre geralmente em 3 dias.  Em cirurgias de emergência, pode ser necessária uma colostomia temporária. Paciente com sintomas devem procurar o médico para evitar complicações.

 

 

 

ESTAS ORIENTAÇÕES NÃO SUBSTITUEM A CONSULTA MÉDICA OU A CONVERSA COM O CIRURGÃO.

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8 ideias sobre “Cirurgia Colorretal

  1. boa noite!queria dizer que na manha de quinta feira 06/09/2012 meu pai foi submetido a uma cirurgia no intestino,então varias perguntas surgiram e algumas delas obtive resposta nesta pagina,vou continuar lendo e sempre que tiver duvidar irei visita-los,agradeço pelos esclarecimentos!obrigada!

  2. Bastante esclarecedor. Tenho um parente internado para realizar a colectomia e as informações do site complementaram às dos médicos. Obrigada.

  3. Éde extrema importancia esses esclarecimentos,minha mãe 59a 11m e 25d,foi submetida a cirurgia laparascópica de cólon esquerdo,por ela ser Testemunha de Jeová,n receberia a transfusão do sangue,não aceitou a transfusão,foi adotado pela equipe médica do Hospital das Clínica de Natal/Rn esse método de cirurgia minimamente invasiva,agora estamos aguardando o resultado do anátomo.
    Agradeço os esclarecimentos,

  4. Achei ótima a orientação, a 40 dias passamos por esse processo de cirurgia, e as orientações são bem parecidas com a que recebemos, exceto as que tinha duvida, como carregar peso até 5 quilos, ter relações sexuais. Obrigada

  5. Olá meu tio estar fazendo uma cirurgia no intestino e as informações que obtive no site vai me ajudar a cuidar dele melhor estou muito agradecida por tirar minhas duvidas.

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